Plano de Aula Publicado em 16 09 2013

Objetivo 
- Entender o funcionamento do sistema respiratório.

Conteúdos 
- Trocas gasosas.
- Movimentos de ventilação (expiração e inspiração).
- Relação do movimento do diafragma com o encher e esvaziar dos pulmões.
- Transporte de gases no organismo.
- Combustão de alimentos.
- Controle consciente da respiração.
- Uso de modelos em Ciências.

Anos 
3º ao 5º.

Tempo estimado 
Três aulas.

Material necessário 
Vela pequena (3 centímetros de altura), pires, garrafas PET de 2 litros com fundo cortado, canudo com haste flexível, tigela, água, uma rolha bem adaptada à boca das garrafas e atravessada verticalmente por um canudo de plástico, tesoura sem ponta, bexigas, elásticos, cronômetro e esquema das vias respiratórias.

Flexibilização
Para trabalhar com um aluno com deficiência visual, durante as etapas, promova atividades complementares que ampliem o repertório do aluno sobre o tema. Exemplo: documentários em áudio disponíveis na internet. Verifique se o laboratório da escola conta com um boneco do corpo humano com os órgãos de diferentes sistemas para montar e desmontar.
Na primeira etapa, oriente o aluno com deficiência quanto ao uso e à orientação no espaço, planejando o local onde será desenvolvida a atividade com demarcações no chão ou na parede. Escolha como dupla um aluno que interaja bem. Peça que ele deixe que o estudante com deficiência tateie suas costas para sentir os movimentos do corpo equanto respiramos. No fim dessa etapa, ofereça ao aluno algumas bexigas de tamanhos diferentes para que ele as manipule e perceba o que deve ser observado.
Na segunda etapa, entregue ao aluno com deficiência visual uma figura da forma humana feita em papelão ou EVA. Com tinta plástica, ele deverá traçar o caminho do oxigênio e socializar o registro.
Na terceira etapa, antes de iniciar o experimento, deixe que o aluno manipule o material a ser usado. Relate detalhadamente cada etapa. Na hora do registro, crie uma dupla para ele.
Na quarta etapa, providencie uma garrafa cortada ao meio na direção vertical com todo o esquema montado em seu interior. Em seguida, segure em sua mão e vá mostrando cada item do experimento.

Desenvolvimento 
1ª etapa
Organize a turma em duplas e peça que os alunos observem os movimentos corporais do colega durante a respiração. Explique o que é inspirar (encher os pulmões) e expirar (esvaziá-los). Em seguida, peça que contem quantas inspirações o colega faz em um período de 30 segundos. O próximo passo é distribuir uma bexiga vazia para cada criança e solicitar que inspirem normalmente para enchê-la com todo o ar que conseguirem em uma única soprada (depois de executada essa tarefa, a bexiga deve ser amarrada para não perder o ar). Os alunos repetirão o procedimento com uma segunda bexiga, agora, inspirando mais fundo (espera-se que, dessa vez, eles consigam enchêlas um pouco mais). E ainda soprarão uma terceira bexiga com a inspiração mais curta possível (essas certamente serão as mais vazias de todas). Explique aos estudantes que, ao soprar o ar para dentro da bexiga, eles estão realizando uma expiração. E que, quando retomamos o fôlego, fazemos uma inspiração. Conclua a etapa pedindo que os estudantes observem as bexigas dos colegas para perceber que a capacidade dos pulmões varia de pessoa para pessoa.

2ª etapa
Peça que a garotada tente aumentar o número de inspirações em 30 segundos e, logo em seguida, diminuir a quantidade no mesmo intervalo de tempo. Comente que é possível respirar com frequências diferentes. Depois, pergunte: “Em quais situações costumamos respirar mais rápido ou mais devagar? Somos capazes de controlar o ritmo da nossa própria respiração?”. Explique que respirar é um ato involuntário, embora seja possível controlá-la. Instigue os alunos a refletir sobre sua importância e peça que façam um esquema de como o oxigênio chega a cada região do corpo humano. Em seguida, distribua um esquema das vias respiratórias e solicite que marquem com lápis colorido o percurso cumprido pelo ar, usando cores diferentes para os caminhos de entrada e de saída. Discuta os desenhos e peça as correções necessárias.

3ª etapa
Acenda uma vela, fixe-a no centro de um pires com sua própria parafina derretida e coloque-a em uma tigela com dois dedos de água. Em seguida, coloque sobre a vela acesa a garrafa PET cortada ao meio e destampada. Os alunos verão que o fogo não se apaga. Pergunte por quê. Em seguida, rosqueie a tampa. Dessa vez, a chama se apagará. Questione novamente: “Por que isso ocorreu?”. Cada criança deve registrar no caderno sua hipótese e socializá-la com o restante da turma. Depois, explique que, ao queimar, a vela libera gás carbônico, e que isso acontece durante a queima de qualquer combustível. Será que existe alguma relação entre a vela queimando e a respiração humana? Pode ser que os estudantes apontem a necessidade de oxigênio como um fator comum às duas situações. Prossiga nos questionamentos: “Será que o gás carbônico que liberamos também vem de uma combustão? Qual é o combustível que usamos?”. Explique que a queima de uma substância exige a presença de oxigênio e transforma o combustível, liberando gás carbônico e energia. Assim como a combustão da vela, usamos o oxigênio do ar e liberamos gás carbônico. Para concluir a etapa, lance mais um desafio: “Se o corpo também faz combustão, de onde tiramos energia?”. As crianças devem buscar a resposta em materiais pré-selecionados por você e apresentar suas hipóteses. Socialize-as com uma discussão coletiva.

4ª etapa
Divida a classe em grupos de quatro integrantes e informe que eles irão montar um modelo de caixa torácica. Dê para cada equipe uma garrafa PET cortada, uma rolha com o canudo atravessado-a verticalmente e duas bexigas. Uma bexiga deve ser presa no canudo de plástico. A outra será cortada e presa na base da garrafa com dois elásticos. As crianças devem observar o que ocorre quando a bexiga na região inferior do modelo é puxada com os dedos para baixo. A bexiga que está dentro da garrafa, presa ao canudo, se encherá. O contrário ocorrerá quando o fundo da garrafa for empurrado para cima. Oriente os estudantes a desenhar o experimento no caderno. Pergunte: “Como os movimentos das duas bexigas se relacionam com a expiração e a inspiração e com os movimentos do nosso corpo durante a respiração, como observado na 1ª etapa?”. Organize pesquisas em livros ou na internet a fim de responder à questão. É importante que a turma note o seguinte: a bexiga na região inferior do modelo representa um músculo chamado diafragma e aquela que está presa ao canudo, dentro da garrafa plástica, equivale a um pulmão. Assim como acontece com os nossos pulmões, a bexiga se enche de ar à medida que o espaço ao redor dela aumenta (ou seja, quando a bexiga que representa o diafragma desce); e esvazia conforme o espaço ao redor dela diminui (isto é, quando a bexiga que representa o diafragma sobe). Essa é a principal relação que os alunos devem estabelecer entre o modelo e os movimentos de inspiração e expiração.

Avaliação 
Divida a turma em grupos de quatro integrantes. Peça que as crianças façam uma pesquisa e, baseadas nas atividades da 2ª e da 3ª etapas, montem cartazes com legendas mostrando o caminho percorrido pelo ar no corpo humano e de uma molécula de oxigênio vinda do ar externo até o dedão do pé.

Consultoria: Mauro Draco Bigatto
Biólogo, designer de jogos educativos, professor de Ciências e tutor da Abramundo, em São Paulo.

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